BRASKEM INVESTE EM CAPTAÇÃO E REAPROVEITAMENTO DE ÁGUAEm
postado por amoura @ 4:34 PMEm sua Unidade de Petroquímicos Básicos, em Camaçari, a empresa desenvolve dois projetos nesta linha, sendo que um deles já é considerado o maior projeto de aproveitamento de águas pluviais na indústria, com economia prevista de 4 bilhões de litros/ano
No Dia Mundial da Água, a Braskem reafirma seu compromisso com o meio ambiente realizando dois grandes projetos voltados à captação e ao reaproveitamento da água de chuva em sua unidade de Petroquímicos Básicos (UNIB), em Camaçari. As iniciativas ajudam a preservar importantes fontes de abastecimento de água, como rios e poços, e além de evitarem o estresse hídrico da região, também contribuem para a redução na geração de efluentes.
O primeiro projeto já está em funcionamento desde junho de 2011 e envolve a captação e o reaproveitamento da água da chuva no estacionamento da UNIB, contribuindo diretamente para reduzir a geração de efluentes em aproximadamente 8 mil litros/h. O coordenador do projeto, o engenheiro Sérgio Hortélio, afirma que o investimento de R$ 190 mil da implantação terá retorno em dois anos com a economia proporcionada pela redução do consumo de energia e água, que poderia abastecer 1.600 pessoas.
O segundo projeto está sendo desenvolvido pela Braskem em parceria com a Cetrel e visa à implantação de um sistema de reuso e reciclo de água industrial. Com investimento de R$ 16,5 milhões em obras, equipamentos e tubulações, a meta na primeira fase é fornecer 500 m3 de água pluvial e efluentes tratados por hora para o Polo Industrial de Camaçari, sendo que esse consumo representa 25% da utilização da Braskem em resfriamento das máquinas.
A concretização do maior projeto de aproveitamento de águas pluviais na indústria já está em andamento. Estão sendo realizadas obras de adequação das barragens da Bacia de Contingência do Complexo Básico do Polo de Camaçari, para que esta possa acumular água de chuva e diluir os efluentes, ajudando em sua segregação e posterior tratamento. A partir das adaptações que estão sendo feitas na estrutura será possível economizar aproximadamente 4 bilhões de litros de água por ano. As obras já estão avançadas e a previsão é que o sistema esteja operando a partir de setembro de 2012.
Atualmente a água usada pela Braskem e demais indústrias do Polo é captada nos rios Joanes e Jacuípe. O projeto de captação e reutilização da água da chuva substituirá essas fontes, sendo uma iniciativa positiva tanto no aspecto ambiental, poupando a água dos rios e dos poços, como também na produção de insumos básicos, fundamentais para o funcionamento das indústrias do Polo, tendo em vista que o fornecimento de água não será afetado pelo período de seca. “Não queremos depender dessa fonte cada vez mais utilizada pela população, inclusive da capital. Passamos dificuldades na operação, durante os períodos de estiagem, quando as comportas da barragem que represa o rio precisavam ser abertas para abastecer Salvador”, finaliza Hortélio.
Adutora do São Francisco será concluída em um ano, assegura Wagner
postado por amoura @ 2:09 PMO governador do estado, Jaques Wagner garantiu, em visita a Irecê no último dia 10, que as três etapas da Adutora do São Francisco serão concluídas até o início do ano que vem. A obra vai beneficiar a microrregião do município. “Não podemos permitir que 350 mil pessoas fiquem sem água devido a essa crise na barragem. Até o final do ano ou início do próximo, estaremos com a adutora pronta, abastecendo a região com água do Rio São Francisco”, garantiu o governador, que esteve em fevereiro em Brasília para solicitar ao Tribunal de Contas da União a dispensa da licitação da terceira fase da obra.
A segunda fase da adutora começou no último dia 7. Nesta etapa, a Embasa vai investir R$ 31,5 milhões para implantar 20 quilômetros de adutora, além de duas estações elevatórias, no trecho entre Itaguaçu da Bahia e o município de Central. As tubulações já estão sendo assentadas logo após a Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada em Itaguaçu da Bahia, no sentido Xique-xique/Irecê.
No início do mês, o Diretor de Operação e Expansão Norte da Embasa, Eduardo Araújo, e representantes da empresa contratada para executar o projeto da terceira etapa percorreram todo o trecho entre Central e Irecê, onde serão implantadas as tubulações e estações de bombeamento para trazer água do rio São Francisco até o Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) de Irecê.
De acordo com o diretor, o projeto deve ser finalizado até o final deste mês e a obra deve começar no início de abril. “As empresas que estão executando as etapas anteriores vão adaptar seus cronogramas para que as três fases sejam finalizadas no mesmo período. A intenção da Embasa é que toda a obra seja concluída em seis meses, devido à urgência da situação”, disse Araújo, que visitou também as frentes de serviço da primeira e segunda etapas.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, acompanha o andamento da obra. Ele esteve em Irecê no dia 10, quando visitou as frentes de serviço da construção da adutora. Monteiro informou que vai monitorar a evolução dos trabalhos. “Pretendo vir aqui todo mês, até que a adutora esteja pronta”, afirmou.
Adutora do São Francisco – A obra foi a alternativa encontrada pelo governo do estado para resolver a contínua queda dos níveis do lado da Barragem de Mirorós nos últimos anos resultante da falta de chuvas e dos usos múltiplos da água para irrigação, abastecimento humano e perenização do Rio Verde. A obra tem o valor total de R$178,6 milhões.
A construção da primeira etapa foi iniciada em 2010, com um investimento de R$75 milhões, e abrange a implantação da captação, em Xique-xique, 61,7 quilômetros de adutora, cinco estações de bombeamento, além de uma Estação de Tratamento de Água e rede distribuidora em Itaguaçu da Bahia. 60% desta etapa construtiva já foram concluídos. Na segunda etapa serão investidos R$ 31,5 milhões na implantação de duas estações de bombeamento, além de 20,1 quilômetros de adutora. Na terceira fase da obra, será implantada a adutora de água tratada entre Central e Irecê, e a interligação da tubulação ao sistema integrado que hoje é abastecido pela Barragem de Mirorós. A Embasa vai investir, nesta etapa, um valor de R$ 72 milhões.
A Petrobras participa desde a última segunda-feira, 12, até o próximo sábado, 17, do Fórum Mundial da Água, evento que reúne empresas e organizações não governamentais de diversos países para discutir o uso deste recurso, às vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado na próxima quinta, 22. O objetivo do fórum é expor os desafios que o mundo enfrenta no uso racional da água, além de promover e incentivar o debate e a mobilização da sociedade civil em torno do tema. Em sua sexta edição, o evento acontece, este ano, em Marselha, na França.
Pela primeira vez, a Petrobras participa como uma das patrocinadoras do Pavilhão Brasil, organizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo federal. A empresa vai apresentar neste espaço programas e projetos de uso racional e eficiente da água em suas unidades. Atualmente, a companhia já obtém 10% de economia no uso do recurso em suas operações – em 2011 registrou-se uma economia de 20 bilhões de litros e a meta para 2013 é de reduzir em 31 bilhões de litros por ano o consumo da empresa.
Boas ideias – A companhia vai expor as suas boas ideias no uso da água durante o Fórum. Uma delas é o projeto de reúso de água do mundo, que será implantado no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Um dos maiores empreendimentos da Petrobras, o Comperj fará uso industrial de água de esgoto tratada, numa vazão total de 47,3 bilhões de litros por ano. Esse volume é suficiente para manter, por exemplo, o consumo de uma cidade de 750 mil habitantes.
Outro projeto de reúso é realizado na Refinaria Henrique Lage (Revap), no Vale do Paraíba (SP), que recebeu, em 2011, uma tecnologia pioneira de biorreatores que retêm as bactérias presentes nos efluentes, melhorando ainda mais a qualidade da água tratada. Aliado à modernização e ampliação da estação de tratamento de água da refinaria, o projeto permitirá uma economia anual de até 2,6 bilhões de litros. Já no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo (Cenpes), foi construído um projeto inovador, chamado de Estação Móvel de Reúso de Água. Equipada com 15 unidades piloto, ela possibilita que as refinarias testem até 90 soluções tecnológicas diferentes para tratamento e reúso dos efluentes em busca do melhor resultado.
Especialistas também vão falar sobre os projetos desenvolvidos pela companhia neste sentido. Ontem foi a vez da gerente de Meio Ambiente da área de Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde (SMES), Mônica Linhares, participar do painel “Água na indústria”. A gerente apresentou a gestão de recursos hídricos da Petrobras e falou de projetos ecoeficientes e de reúso da companhia. No mesmo dia, houve a apresentação sobre o Programa Petrobras Ambiental, que completa cinco anos em 2012, representando um investimento de R$500 milhões da companhia em projetos de conservação ambiental ligados ao tema “Água e Clima”, em todo o Brasil. O ambientalista Gérard Moss falou sobre o projeto Rios Voadores, que faz parte do Petrobras Ambiental. Moss, que já foi condecorado pela Rainha Elizabeth da Inglaterra pelo trabalho desenvolvido em prol do meio ambiente no Brasil, vai explicar ao público como o desmatamento da região amazônica pode alterar o ciclo de chuvas no País, em especial nas regiões Sul e Sudeste.
Projeto Futuro da Água visitou hoje (08/03), a Escola Municipal Geraldo Tavares, no Caminho de Areia, lá na Cidade Baixa, levando muitas dicas de preservação da água e uma anumação com o Palhaço Bolinha, da turma da Gabitica.
A palestra foi proferida por Aleile Moura, jornalista e responsável pelo projeto, que falou sobre como podemos economizar a água no nosso dia-a-dia. Na hora do banho, por exemplo, para economizar água, é necessário que enquanto se ensaboa, o chuveiro esteja fechado, voltando a ligar apenas quando for se enxaguar. Assim é possível economizar bastante água.
Oi galerinha,
Não tinha mês melhor para retomarmos o projeto Futura da Água nas Escolas. Vocês sabiam que é no mês de março que comemoramos o Dia Mundial da Água?! Hoje a equipe do projeto visitou a Escola Municipal Geraldo Tavares, levando uma palestra sobre educação ambiental com foco nos recursos hídricos e muita diversão para as crianças. Acompanhe por aqui o nosso projeto, por onde a nossa equipe vai estar, as dicas de preservação ambiental e muita coisa legal para que você possa ajudar também o nosso “Planeta Água”.
Não percam o Caderno Futuro da Água que será veiculado nesse sábado junto com o seu Jornal A TARDE. Vejam a capa do caderno!

Capa do Caderno - 12/12/2009

Transposição do Rio São Francisco motiva discussões e disputa política
postado por amoura @ 1:36 PMProtagonista da tragédia brasileira da seca histórica e crônica, o Nordeste foi palco das discussões acirradas em torno da proposta de Transposição das Águas do Rio São Francisco para as regiões mais áridas. Ponto polêmico que mais gerou debate político do que técnico e científico. A ideia de transpor as águas do Velho Chico já data dos tempos do Império e retomaram força na gestão de Fernando Henrique Cardoso, com a assinatura do documento “Compromisso pela Vida do São Francisco”, propondo a revitalização do rio e a construção de canais de transposição, além da transposição do Rio Tocantins para o Rio São Francisco.
A pauta não avançou muito e seguiu em frente pela gestão de Luis Inácio Lula da Silva, onde teve maior espaço para polêmica. Estudos foram realizados e deram origem ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. A matéria foi aprovada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Antes disso, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) considerou que as águas só seriam utilizadas fora da bacia em casos de escassez comprovada e para consumo humano. A observação veio do fato de que o rio já se encontra bastante degradado e a disputa jurídica segue.
O movimento social buscou diferentes formas de articulação e oposição no início do projeto, considerando seu estado de desgaste e não apostando na transposição como melhor modelo de sanar os problemas da seca nordestina. O tema foi amplamente discutido em espaços, como o Fórum Social Nordestino e o Fórum Social Mundial, além de seminários e audiências públicas entre diferentes espaços de reflexão e articulação política. O gesto emblemático de contraposição à proposta do governo foi a greve de fome do frei Luiz Cappio, da diocese da Barra, na Bahia, que se deu duas vezes em dois anos na tentativa de diálogo com o governo Lula. O bispo deu visibilidade à luta de muitos e procurava demonstrar para o poder público e para a sociedade o equívoco do projeto, que beneficiaria apenas 4% da população do campo (dados da Comissão Pastoral da Terra – CPT).
O assunto está silencioso na pauta, embora ainda cause incômodo no movimento social. De acordo com Renato Cunha, coordenador do Grupo Ambiental da Bahia (Gambá), organização não-governamental pioneira nas discussões sobre meio ambiente no estado, a sociedade civil está observando quais serão os rumos do projeto para reaquecer a luta. “Estamos aguardando para ver o que acontece a fim de reestruturar a atuação. O debate sobre a transposição e a forma como ela deverá acontecer não pode ser esquecido nem silenciado” conclui o ativista.





