Qualidade da água do Estado da Bahia é monitorada pelo Inema

posted by amoura @ 11:54 AM
29 de abril de 2013

O instituto controla 315 pontos de amostragem e, até 2015, a meta é atingir 566 pontos por meio do programa Monitora

 O monitoramento de qualidade das águas é considerado um dos mais importantes instrumentos da gestão ambiental. Na Bahia, as condições qualitativas da água e a ocupação do solo nas diferentes bacias hidrográficas são controladas por meio do programa Monitora, executado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Autarquia da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o órgão executor da política ambiental do Estado monitora 134 rios, além de outros corpos d’água, em um total de 315 pontos de amostragem, com meta de atingir 566 pontos até 2015, conforme o coordenador de monitoramento do Inema, Eduardo Topázio.

As coletas são sistemáticas, sendo analisados diversos parâmetros físicos, químicos e biológicos. “O monitoramento ambiental é um projeto inovador onde é avaliada, de forma ampla e integrada, a qualidade ambiental. Monitora-se a qualidade e a quantidade das águas doce, a qualidade do ar, o comportamento dos ventos, bem como, a balneabilidade das praias”, ressalta Eduardo Topázio.

A partir do monitoramento da água no Estado da Bahia – que está sob a coordenação, execução e acompanhamento do Inema –, pode-se avaliar a evolução espacial e temporal da qualidade das águas para os diferentes fins. “As ações da fiscalização ambiental, desenvolvidas pelo Inema, estão ligadas ao nosso compromisso com as questões ambientais e a sua responsabilidade técnica”, afirma.

No litoral do Estado, o monitoramento da qualidade das águas foi interrompido em 1995, e só retomado a partir de 2009, quando as condições de balneabilidade de suas praias voltaram a ser avaliadas. Hoje, são 107 pontos distribuídos em toda a costa baiana, segundo dados do Inema. Além da fiscalização de rotina, o Inema mantém equipes de plantão 24 horas, incluindo os finais de semana e feriados, para atender a acidentes e emergências ambientais, estabelecer ações de controle, realizar avaliação técnica e monitoramento de áreas atingidas por acidentes ambientais. Por meio do Disque Meio Ambiente (08000 71 1400), a população pode denunciar crimes ou sinistros ambientais.

Conforme Eduardo Topázio, os Planos de Bacias Hidrográficas da Bahia – que estão sendo executados junto à Secretaria Estadual do Meio Ambiente – trazem uma inovação, que é “a incorporação, de maneira mais consistente, dos aspectos e demandas ambientais, fazendo uma gestão integrada das políticas de meio ambiente e recursos hídricos”.

Instrumentos previstos nas Políticas Nacional (Lei nº 9.433/97) e Estadual (Lei Nº 11.612/09), os Planos de Bacias Hidrográficas são planos diretores, de natureza estratégica e operacional, e têm como papel fundamentar e orientar a implementação da Política Estadual de Recursos Hídricos, compatibilizando os aspectos quantitativos e qualitativos do uso das águas.

“O objetivo dos Planos de Bacias Hidrográficas é gerar elementos e meios que permitam aos comitês, ao Inema e aos demais componentes do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos gerirem, efetiva e sustentavelmente, os recursos hídricos superficiais e subterrâneos, de modo a garantir os usos múltiplos de forma racional e sustentável”, explica Eduardo Topázio.

Segundo dados do Inema, já foram contratados oito planos de bacias, que são eles: Paraguaçu, Recôncavo Norte/Inhambupe, Recôncavo Sul, Bacia de Contas, Bacia do Leste, Bacia do Rio Grande, Bacia do Rio Corrente e Bacia do Salitre.

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