Os Planos de Bacias Hidrográficas permitirão compatibilizar os aspectos quantitativos e qualitativos do uso das águas, segundo o secretário Eugênio Spengler

Criada com o objetivo de formular e executar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento, preservação e saneamento dos recursos hídricos e ambientais, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) tem como grande desafio atual fortalecer a política de convivência com a seca, cujo projeto passa, na primeira instância, pela gestão dos recursos hídricos, a cargo do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh).

“Como parte da política estadual de recursos hídricos, destaco os Planos de Bacias Hidrográficas (uma iniciativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)), que nos permitirão compatibilizar os aspectos quantitativos e qualitativos do uso das águas, incluindo seu diverso uso econômico”, ressalta o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler.

Outro projeto atual da Sema, afirma o secretário, é a criação de barramento de água para a captação do recurso, o que requer da região o potencial para a implantação de adutoras, a partir da construção de um plano estrutural a começar pelo semiárido, que é a área de maior fragilidade. “Os Planos de Bacia nos darão uma base fundamental nesse processo”, ressalta o secretário.

A preocupação com a preservação da água vai além da situação de emergência que se vive, hoje, no sertão da Bahia, conforme o secretário Eugênio Spengler. “Devemos estar atentos, a todo momento, quanto à economia desse recurso essencial, que vem se escasseando por conta de uma série de fatores como a poluição, o seu uso indevido e asua contaminação, independente da região em que vivemos. Toda a população deve ser sensibilizada para evitar os gastos desnecessários de água”, discorre.

Outra ação importante é a necessidade de se incorporar no dia a dia da população o aproveitamento da água da chuva para o uso doméstico, completa o secretário. “Os condomínios novos, em especial, podem ter em sua estrutura sistemas de armazenamento da água pluvial e isso deve ser tomado como um compromisso social que, inclusive, baixará os custos com água para os próprios moradores”.

Para o secretário, é necessário que toda a população baiana, incluindo a de Salvador, esteja consciente de que vivemos uma situação grave em relação à disponibilidade de água. “Devemos ter um cuidado maior com o nosso meio ambiente, não usar a água indevidamente, não desperdiçá-la com torneiras gotejando, por exemplo”, diz. Até porque a água que é tratada e distribuída pela Embasa é de boa qualidade, afirma o secretário Eugênio Splenger. “O que verificamos é o aumento no custo do tratamento dessa água por causa da contaminação dos mananciais onde ela é captada”.

E qual o futuro da água na Bahia? “Temos um desafio grande. Um deles é aprofundar a política ambiental, com a recuperação de nascentes, mantendo as condições para que elas não sequem; preservando áreas de aquíferos e cuidando para que os rios não sejam assoreados, garantindo, assim, a produção de água e sua qualidade”, afirma o secretário.

Outro desafio, conta, é aprofundar a política do semiárido, cuidando da reservação e distribuição da água através de cinco barragens que estão sendo estruturadas no Estado, estando a maior delas localizada no Semiárido. Além disso, a Sema tem foco na ampliação da construção de adutoras para atender à demanda e, assim, a Bahia sofrer menos a cada seca. “É enorme o sofrimento da população, mas diria que não é maior que há 30 anos, porque, hoje, temos uma política de enfrentamento da seca e estruturação”.

O futuro da água na Bahia, segundo o secretário do Meio Ambiente, passa, também, pelo avanço, ainda maior, da política de sustentabilidade do recurso para fins econômicos. “Sem deixar de levar em conta que, claro, prioritariamente as atenções estão voltadas para o consumo humano e animal”, conclui Splenger.

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