Tecnologias sustentáveis geram economia para empresas

posted by amoura @ 11:05 AM
5 de junho de 2013

 

Aproveitar a iluminação natural, reduz o consumo de energia elétrica e, consequentemente, de água

Aproveitar a iluminação natural, reduz o consumo de energia elétrica e, consequentemente, de água

Adotar atitudes sustentáveis, que vão desde a reciclagem do lixo até a construção de edifícios que reduzem o consumo de recursos naturais e a emissão de resíduos, é uma das preocupações de empresas que buscam a sustentabilidade aliada à economia. Na Bahia, as organizações já adotam tecnologias sustentáveis nas construções, e ambientes são projetados com o objetivo de preservar o meio ambiente, com o intuito de atender a uma demanda que cresce a cada dia.

Para que uma empresa seja considerada ecologicamente correta, é necessário identificar a maneira como ela se compromete a minimizar ou eliminar os impactos provenientes do seu processo produtivo. Para a arquiteta Adélia Estevez, esse pensamento vem crescendo a cada dia na capital baiana. “Os clientes já estão tendo um ponto de vista nesse sentido e procuram propostas de projetos que buscam desenvolver um ambiente diferenciado, com economia de luz, água e o reaproveitamento de materiais. Buscamos incrementar as propostas que ainda não têm essa visão”, diz.

Pequenas mudanças como a colocação das persianas que controlam a luz natural, descargas com duplo acionamento, a utilização da ventilação natural, a adoção de varanda sem climatização artificial, além de grandes investimentos como a captação da água de chuva e o teto de vidro são alguns dos exemplos de atitudes sustentáveis adotadas pelas empresas. Para Estevez, todos podem adotar essas tecnologias, basta que o local favoreça a sua utilização. “Algumas coisas podem ser utilizadas por todos, mas algumas áreas não favorecem, por exemplo, a utilização de uma ventilação natural em vez do ar condicionado”, expõe.

Um exemplo bem-sucedido de empresa sustentável é o Salvador Shopping, vencedor de três prêmios internacionais no quesito Projetos e desenvolvimentos inovadores. O shopping foi totalmente desenvolvido dentro do conceito ecologicamente correto, e projetado para reduzir os impactos ambientais desde a sua fundação até o revestimento. O empreendimento faz captação de água de chuva, que é armazenada e tratada para o uso no sistema de descargas de sanitários; outra fonte de redução de impacto ambiental e de custos é o sistema de esgoto a vácuo, que reduz em 90% a necessidade de água para descargas – o que minimiza, na mesma proporção, a geração de esgoto, sem contar a redução do consumo de água, que é significativa: enquanto o sistema de esgoto tradicional consumiria 47 milhões de litros por ano, o sistema a vácuo reduz o consumo para 4,7 milhões de litros/ano. Com o sistema de reutilização de água de chuva, este consumo então é reduzido para 2,3 milhões de litros ao ano.

Gian Franco, superintendente do Salvador Shopping, acrescenta, ainda, que o dômus de vidro do empreendimento aproveita cem por cento a iluminação natural, o que permite o uso racional de energia e automatiza o ligar e desligar dos equipamentos e luminárias. Ele garante ainda que o empreendimento não utiliza formas de madeira na estrutura de construção, incentiva a coleta seletiva e realiza o reaproveitamento de energia como forma de diminuir os impactos ao meio ambiente.

Rodrigo Dratovsky, diretor geral da construtora Via Célere, conta que este ano algumas tecnologias verdes já utilizadas pela empresa em Madri, na Espanha, vão fazer parte das construções de Salvador, gerando assim menos entulho e um produto final que ofereça economia. “Além da instalação de sistemas que geram economia de energia e água, ações simples como a instalação de luzes de LED, torneiras com desligamento automático e descarga com duplo acionamento nas áreas de uso dos funcionários do prédio já trazem uma economia significativa de água para as empresas”, conta.

Para Dratovsky, todos têm responsabilidade com o meio ambiente, e a preocupação com as gerações futuras é fundamental e deve estar presente desde a construção de imóveis até os pequenos cuidados diários nas residências e locais de trabalho. “Já não cabem mais ações imediatistas, de economias no presente com consequências devastadoras no futuro. O pensamento deste momento deve ser ao inverso: devemos investir agora para que tenhamos economia financeira no futuro e uma participação responsável para a manutenção dos recursos naturais”, alerta.

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