Alguns dados

posted by amoura @ 10:00 AM
27 de novembro de 2009

Sei que muitos desses dados já são bastante conhecidos, mas acho que vale a pena relembrar a todos, já que de grande importância ter idéia de quão pouca água temos disponíveis para o consumo.

O planeta Terra tem 3/4 de sua superficie coberta de água, entretanto, só 1% de toda essa água está disponível para nosso consumo diário. 97% está como forma de mares e oceanos, 2% como geleiras e neve.

Desse 1%, encontramos boa parte em aquíferos e águas subtrrâneas. Muito pouco disponíel livremente em rios. E muitos desses, como já vimos nesse blog, completamente poluídos e em uso para quaisquer finalidade.

Do total de água que consumimos:

  • 42% são consumidos na agricultura (por isso o combate ao uso de fertilizantes e agrotóxicos em geral deve ser tão combatido, afinal, volta para a terra e aquíferos, contaminando todo o solo);
  • 39% é usada para gerar eletricidade;
  • 11% usamos em nossas casas, trabalhos e hoteis;
  • 8% em atividades industriais.

Esses números foram encontrados em materiais da Expo Zaragoza 2008, a maior e mais importante reunião global que discutiu sobre a água na capital da província de Aragão, na Espanha, no ano passado.

De fato o mundo tem muita água. Contudo, água potável e disponível para o consumo está cada vez mais escassa e por isso devemos previnir a poluição e o zelar pelo uso racional da mesma.

Esse texto foi enviado por Osvaldo Arruti Lyrio. Publicitário e graduando em administração, ele é um colaborador voluntário do blog Futuro da Água de A TARDE.


Bacias Hidrográficas de Salvador

posted by amoura @ 5:17 PM
26 de novembro de 2009

“Por suas características geoclimáticas, de relevo acidentado e umidade elevada, a cidade de Salvador apresenta uma rica rede hidrográfica, diversa em ambientes aquáticos, com rios extensos, originalmente formados por significativas áreas alagadas, dominadas por densa vegetação ripária, abrigo de várias espécies animais e vegetais, tais como aves e répteis, inclusive sucuris e jacarés, este último, praticamente desaparecido. Além disso, registra-se ainda a ocorrência de lagos e lagoas, muitos nas regiões de depressão entre dunas, resultantes da exposição do lençol freático. Todo esse conjunto hídrico compõe as bacias hidrográficas localizadas no Município, as quais podem ser organizadas em, ao menos, dez: Barra, Camurujipe, Cidade Baixa, Cobre, Ipitanga, Jaguaribe, Lucaia, Pituaçu, Pituba e Subúrbio.”

O título deste post e o texto acima retirado do documento “Bacias Hidrográficas no Município de Salvador: Iniciativas de Gestão Integrada”, publicado em outubro de 2006, pela SMA (Superintendência do Meio Ambiente) da prefeitura de Salvador pode estranhar a muitos, inclsuive a mim mesmo quando li o referido documento. Afinal, não vemos tantos rios (quanto mais bacias hidrográficas) e um clima quase intocável quanto o descrito acima. Mas vamos explicar um pouco.

 “Bacias hidrográficas são regiões  compreendidas entre divisores de água, ou divisores topográficos, que são zonas de elevação, na qual toda a água aí preciptada escoa, pela ação da gravidade, por um único exutório (ponto mais baixo, no limite de u sistema de drenagem)” (Vacabulário básico de recursos naturais e meio ambiente. BRASIL, 2004,).bacias hidrográficas

De acordo com essa definição, o PDDU 2000 de Salvador elencou 10 bacias hidrográficas na capital baiana:

  • Barra (585,9 ha de área, 1,9km de extensão, com  foz na Barra e Ondina);
  • Lucaia (1.396 ha, 5,5km de extensão, com foz no Rio Vermelho);
  • Ptuba (sem área nem extensão definida, mas com foz na Pituba);
  • Camurujipe (4.401 ha, 13,4 km de extensão e tem o Costa Azul como foz);
  • Pituaçu (2.815 ha, 9,4 km de extensão e foz no bairro de mesmo nome);
  • Jaguaribe ( 6.068 ha, 15,2 km de extensão e foz em Jaguaribe);
  • Ipitanga, Cidade Baixa, Subúrbio sem extensõe nem áreas definidas e com fozes nos bairrs de respectivos nomes;
  • Cobre, também sem área nem extensão definidos e com foz no bairro de Pirajá.

tororo

Acontece que o crescimento desordenado da cidade, ações antrópicas direta ou indiretamente ligadas à vida dos rios acabou matando, como já comentei em outros tópicos, diversos rios da cidade.  Ou foram completamente soterrados (como a bacia da Pituba, onde só restou a lagoa) ou poluídos, como a 2ª maior bacia hidrográfica da cidade, a Camurujipe. O resultado é que hoje, temos em Salvador, assim como nas outras grandes cidades brsileiras, pouquíssimas bacias hidrográficas com água poável e que podemos chamá-las de rios.

Comentando sobre o Camurujipe, outro dia com um amigo, não fiquei surpreso com o espanto dele em saber que o esgoto a céu aberto que passa por grande parte da cidade era na verdade um rio. Pelo menos um dia assim foi. Não me surpeendo porque rio, no imaginário comum, é aquele curso d’água que desde a sua nascente até su foz passa por diversas paisagens levando água para molhar as margens e servindo de habitat natural para peixes, anfíbios, répteis e outros seres vivos. Mas o que vemos e um canal concretado por onde passa um líquido escuro, repelto de lixo e com um mal cheiro.

Uma prova do morte dos rios de Salvador é o baixíssimo índice de Oxigênio Dissolvido (OD). Segundo dados do documento do SMA, as bacias da Barra, Lucaia, Pituba, Camurujipe, Pituaçu, Jaguaribe e do Subúrbio apresentam OD menor que 4 mg/L. A bacia do Ipitanga OD entre 4 e 6 mg/L e somente a do Cobre acima de 6 mg/L. A maioria dos seres não sobrevivem com menos de 5 mg/L. Veja abaixo uma tabela de seres e suas respctivas resistências aos níveis de OD.

pituba

Esse texto foi enviado por Osvaldo Arruti Lyrio. Publicitário e graduando em administração, ele é um colaborador voluntário do blog Futuro da Água de A TARDE.


Economize água em qualquer circunstância!

posted by amoura @ 11:16 AM
25 de novembro de 2009

Economize água!

1. Banho rápido
Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.

2. Escovando os dentes
Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.

3. Torneira fechada
Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

4. Descarga
Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.

5. Lavando louça
Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.

6. Lavando o carro
Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!

7. Mangueira, vassoura e balde
Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).

8. Jardim
Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

9. Aquário
Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

10. Pressão política
Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que cuidem dos rios e lagos e garantam água potável para todos.


Água: líquido precioso que move a TERRA

posted by amoura @ 7:11 PM
19 de novembro de 2009
O líquido precioso presente em todos os campos da vida terrestre está ameaçado pelo consumo descontrolado, poluição e mudanças climáticas. Especialistas apontam que se a mudança não vir logo, o futuro da água é sombrio e incerto

O líquido precioso presente em todos os campos da vida terrestre está ameaçado pelo consumo descontrolado, poluição e mudanças climáticas. Especialistas apontam que se a mudança não vir logo, o futuro da água é sombrio e incerto

Desde os primeiros anos na escola, a gente aprende que a vida na Terra só é possível porque temos água. Ela é nosso alimento, nossa energia,  mata a sede, refresca a pele, faz o mundo andar e girar mais bonito, nesse azul sempre intenso. E as gerações mais atrás sempre tinham a concepção de que a água era uma espécie de bem infinito, que nunca teria fim e estaria aí sempre ao nosso dispor. Hoje, crescidos, continuamos sabendo que a vida não existe sem ela, contudo a consciência de que esse bem é finito e demanda de urgente mudança de hábito é onde está a novidade. A quantidade de água doce no mundo costuma ser a mesma há alguns séculos, a grande variação está na mudança do consumo e na explosão populacional do mundo. Como se não bastasse o aumento crescente de humanos sobre o planeta, a contaminação da água seja por esgoto ou por substâncias tóxicas contribui para a restrição significativa do pouco que existe.

De acordo com dados da ONU, a imensa maioria da água disponível sobre a terra está nos mares e oceanos, o que equivale a 97,6%. A água doce corresponde aos 2,4% restantes e desse número 0,31% não estão na forma de gelo. Isso significa dizer que menos de 0,02% estão disponíveis em rios e lagos na forma de água própria para consumo. Desse quadro, a realidade do acesso a água nos países se apresenta de forma variada e desigual, enquanto a América do Sul concentra os maiores aquíferos do mundo e o Brasil, com a floresta Amazônica, possui cerca de 11,6% da água potável no mundo, a África tem toda a área do sub-Saara já sem reservas de água. No Oriente Médio, a escassez do líquido amplia as muitas tensões políticas existentes naquela região.

Em 2001, mais de 140 países comprometeram-se em garantir até 2015 um acesso mais significativo das populações à água potável e tratada. Contudo, houve poucos avanços depois da assinatura desse compromisso e a previsão do relatório anual das Nações Unidas indica que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. O mesmo documento estima que hoje 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água doce. E os indicativos de aumento populacional nas próximas décadas deve agravar a situação.

Para a professora Joana Angélica Guimarães Luz, diretora do Instituto de  Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal da Bahia – UFBA, todo o alarde e previsões sombrias com relação ao futuro da água no mundo tem sentido. “Há algum fundamento nesse alarme, principalmente em função dos problemas de contaminação e uso excessivo. A demanda por água cresce a cada dia, seja para projetos de irrigação, energia e o próprio consumo humano e animal, associado a essa demanda temos a questão ambiental que é cada vez mais alarmante, com os desmatamentos e o lançamento de efluentes contaminados. Diante desse cenário as perspectivas futuras não são muito animadoras, teríamos que ter toda uma mudança de postura em relação ao consumo e cuidados com esse bem tão precioso” explica. Ela acredita que seria um nível de consciência no qual cada pessoa seria responsável por economizar e cuidar para não poluir uma determinada quantidade de água.

Ela observa que a quantidade de água no planeta se mantém constante, o que muda é a forma como essa água está distribuída. “O aumento da demanda faz com que busquemos a água subterrânea que, em princípio, está mais protegida dos problemas de contaminação direta, uma vez que os rios são os primeiros a receber as cargas contaminantes. Essa busca pela água subterrânea faz com que os lençóis freáticos sofram um rebaixamento afetando mais uma vez os rios, com a diminuição da vazão dos mesmos”.

Mudanças Climáticas – Em paralelo a toda questão de poluição e contaminação, correm as preocupações com as mudanças climáticas, que afetam diretamente na mudança na distribuição da água em todo o planeta. A distribuição não se dá de forma igual, visto que existem locais em que temos excesso de água e outros em que há escassez. Justamente essa diferença é o que garante a existência de ecossistemas variados e a riqueza da diversidade biológica. A pesquisadora sinaliza que “com as mudanças climáticas, e consequentes alterações nas correntes atmosféricas e marinhas, responsáveis pela circulação de água em toda a Terra, há o  risco de ocorrer inversão de climas em algumas regiões. Ou seja, lugares onde há excesso de água passarem a tornar-se secos e lugares onde há escassez registrarem excesso, essas inversões podem provocar o desaparecimento de importantes ecossistemas”.

Este é um momento de paradoxo. O homem alcançou o maior nível tecnológico de sua história, com desenvolvimento econômico em muitos países que o faz querer extrair do planeta tudo o que ele pode nos dar para tornar nossas vidas mais confortáveis e práticas. Mas esse desenvolvimento econômico, tecnológico e todos os hábitos de consumo que ele proporciona fazem com que a Terra não suporte mais as demandas dessa sociedade, com populações cada vez maiores. “Criamos os conceitos de tecnologias limpas, ecologicamente correto, preservação ambiental, etc, entretanto, esses conceitos não terão um impacto significativo se continuarmos agindo de forma predatória, ou seja, a cada nova usina para geração de energia, a cada novo grande projeto de irrigação, a cada nova indústria temos que nos perguntar se realmente precisamos disso ou se serve apenas para um aumento de capital e consumo. Será que esse dito desenvolvimento sustentável existe mesmo ou estamos apenas utilizando artifícios para calar a nossa consciência de que estamos destruindo o planeta”, questiona a pesquisadora. É claro que as ações individuais, a economia de água em casa, o cuidado com a disposição do lixo e dos agentes poluidores são importantes, mas tudo isso passa por uma mudança de comportamento. Quantos bens de consumo que nós temos  poderiam ser dispensáveis? Será que gastamos água de forma irresponsável, como se ela nunca fosse acabar?


Aproveitamento da água da chuva

posted by amoura @ 6:28 PM
6 de novembro de 2009

Aproveitamento da água da chuva

A chegada do inverno é o melhor momento de aproveitar a água da chuva. O sistema de captação, filtragem e armazenamento de água da chuva é indicado para uso residencial, comercial e industrial. Para a captação são utilizados telhados, calhas e armazenada em cisternas ou tanques subterrâneos. 

Ao optar pela reutilização da água da chuva, lembre-se que esta poderá ser utilizada para o abastecimento de piscinas, para resfriamentos de equipamentos e máquinas, serviços de limpeza, descargas em banheiros, no reservatório contra incêndio, na irrigação de áreas verdes.

Ao invés de cimentar todo o quintal, deixe uma área para jardim, ajudando assim a água da chuva infiltrar-se na terra.

 A água da chuva não serve como água potável, mas é ótima alternativa para outros fins, que, por sua vez, ajudam a economizar a água potável.


Você Sabia?

posted by amoura @ 9:10 PM
3 de novembro de 2009

Você sabia?

Se na sua casa tem um piscina de tamanho médio exposta ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação. Essa quantidade de água é o suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por um ano e meio, considerando que cada pessoa consuma dois litros de água por dia. Então evite deixar sua piscina descoberta. Cubra-a com um material plástico, assim economizará cerca de 90% desse montão de água.

Gastar água sem necessidade é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.


Dicas: Higiene Pessoal

posted by amoura @ 2:36 PM
30 de outubro de 2009

Quantos minutos você gasta para tomar banho? O banho deve ser rápido. Cinco minutinhos é o suficiente fazer a higiene do corpo. E para escovar os dentes, você mantém a torneira aberta?

Higiene pessoal

Ao se ensaboar, feche o registro.

O banho de ducha de 15 minutos, com o registro aberto, consome uma média de 243 litros de água. Se fecharmos o registro o consumo cai para 81 litros.

Já o banho de chuveiro, também com o registro meio aberto são gastos 144 litros, ao se ensaboar, tendo os mesmos cuidados que com a ducha, o consumo cai para 43 litros. Banhos rápidos, além de economizar a água, economizam, ainda, energia.

Ao escovar os dentes feche a torneira.

Se a torneira fica aberta durante cinco minutos, enquanto você escova os dentes, o consumo de água chegará a 80 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes, e ainda enxaguar boca com um copo de água, consegue economizar 79 litros de água.


O Ciclo da Água…

posted by amoura @ 1:09 PM
14 de outubro de 2009

A água da Terra – que constitui a hidrosfera – distribui-se por três reservatórios principais: os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação contínua, o ciclo da água ou ciclo hidrológico. Este ciclo é responsável pela renovação da água no planeta. O movimento da água no ciclo hidrológico é mantido pela energia solar e pela gravidade.
Na atmosfera, o vapor de água que forma as nuvens pode transformar-se em chuva, neve ou granizo dependendo das condições climatológicas. Essa transformação provoca o fenómeno atmosférico ao qual se chama precipitação.

A ciência que estuda o ciclo hidrológico é a Hidrologia e seus principais especialistas são os engenheiros hidrólogos, formados em um ramo da engenharia hidráulica ou engenharia hídrica.