Poderosa América Latina

posted by amoura @ 7:20 PM
19 de novembro de 2009

Poderosa América Latina/ Foto: Reprodução

Embora, 6% da população do mundo viva na América do Sul, ela detém o maior potencial de água do globo, concentrando as bacias mais abundantes (Bacia Amazônica e do Prata, onde está alocado o Aquífero Guarani, maior manancial de água doce do mundo). Já na Ásia, a escassez é uma realidade convivendo com a imensa concentração populacional (60% dos habitantes do mundo estão lá). Além disso, esse continente é privilegiado na frequência das chuvas, bastante abundantes num ambiente com uma diversidade de ecossistemas generosa.

A descoberta do Aquífero Guarani revela uma espécie de mina de ouro desse tempo, o que também necessita de discussão e de construção de políticas de gestão sérias e integradas. Isso porque a relação com a água não é a de um bem de consumo, mas sim de um direito humano inalienável e extensivo a todos. A cobiça internacional já existe, especialmente das transnacionais que vêem no aquífero uma jóia nunca tocada. Maior lençol freático do mundo, o Aquífero Guarani tem 1,2 quilômetros quadrados e estende-se por pelo Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. Somente no Brasil, alcança a extensão de sete estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina).

De acordo com o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, o diálogo ainda é muito incipiente entre os países fronteiriços nas Bacias Amazônica e do Prata. “O Aquífero Guarani é uma joia e existe toda uma preocupação entre os países que compõem a bacia para garantir sua sustentabilidade e estão construindo um programa para sua gestão compartilhada” pontua.

Embora haja todo esse potencial, países latinos como Chile e México enfrentam situações de escassez severas. “Não dá para pensar que na América Latina temos uma situação de completa uniformidade, mas ainda há problemas de acesso à água bastante significativos. É preciso vencer antes de tudo o pensamento de que não temos problemas com a água” conclui o gestor.


Água: líquido precioso que move a TERRA

posted by amoura @ 7:11 PM
19 de novembro de 2009
O líquido precioso presente em todos os campos da vida terrestre está ameaçado pelo consumo descontrolado, poluição e mudanças climáticas. Especialistas apontam que se a mudança não vir logo, o futuro da água é sombrio e incerto

O líquido precioso presente em todos os campos da vida terrestre está ameaçado pelo consumo descontrolado, poluição e mudanças climáticas. Especialistas apontam que se a mudança não vir logo, o futuro da água é sombrio e incerto

Desde os primeiros anos na escola, a gente aprende que a vida na Terra só é possível porque temos água. Ela é nosso alimento, nossa energia,  mata a sede, refresca a pele, faz o mundo andar e girar mais bonito, nesse azul sempre intenso. E as gerações mais atrás sempre tinham a concepção de que a água era uma espécie de bem infinito, que nunca teria fim e estaria aí sempre ao nosso dispor. Hoje, crescidos, continuamos sabendo que a vida não existe sem ela, contudo a consciência de que esse bem é finito e demanda de urgente mudança de hábito é onde está a novidade. A quantidade de água doce no mundo costuma ser a mesma há alguns séculos, a grande variação está na mudança do consumo e na explosão populacional do mundo. Como se não bastasse o aumento crescente de humanos sobre o planeta, a contaminação da água seja por esgoto ou por substâncias tóxicas contribui para a restrição significativa do pouco que existe.

De acordo com dados da ONU, a imensa maioria da água disponível sobre a terra está nos mares e oceanos, o que equivale a 97,6%. A água doce corresponde aos 2,4% restantes e desse número 0,31% não estão na forma de gelo. Isso significa dizer que menos de 0,02% estão disponíveis em rios e lagos na forma de água própria para consumo. Desse quadro, a realidade do acesso a água nos países se apresenta de forma variada e desigual, enquanto a América do Sul concentra os maiores aquíferos do mundo e o Brasil, com a floresta Amazônica, possui cerca de 11,6% da água potável no mundo, a África tem toda a área do sub-Saara já sem reservas de água. No Oriente Médio, a escassez do líquido amplia as muitas tensões políticas existentes naquela região.

Em 2001, mais de 140 países comprometeram-se em garantir até 2015 um acesso mais significativo das populações à água potável e tratada. Contudo, houve poucos avanços depois da assinatura desse compromisso e a previsão do relatório anual das Nações Unidas indica que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. O mesmo documento estima que hoje 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água doce. E os indicativos de aumento populacional nas próximas décadas deve agravar a situação.

Para a professora Joana Angélica Guimarães Luz, diretora do Instituto de  Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal da Bahia – UFBA, todo o alarde e previsões sombrias com relação ao futuro da água no mundo tem sentido. “Há algum fundamento nesse alarme, principalmente em função dos problemas de contaminação e uso excessivo. A demanda por água cresce a cada dia, seja para projetos de irrigação, energia e o próprio consumo humano e animal, associado a essa demanda temos a questão ambiental que é cada vez mais alarmante, com os desmatamentos e o lançamento de efluentes contaminados. Diante desse cenário as perspectivas futuras não são muito animadoras, teríamos que ter toda uma mudança de postura em relação ao consumo e cuidados com esse bem tão precioso” explica. Ela acredita que seria um nível de consciência no qual cada pessoa seria responsável por economizar e cuidar para não poluir uma determinada quantidade de água.

Ela observa que a quantidade de água no planeta se mantém constante, o que muda é a forma como essa água está distribuída. “O aumento da demanda faz com que busquemos a água subterrânea que, em princípio, está mais protegida dos problemas de contaminação direta, uma vez que os rios são os primeiros a receber as cargas contaminantes. Essa busca pela água subterrânea faz com que os lençóis freáticos sofram um rebaixamento afetando mais uma vez os rios, com a diminuição da vazão dos mesmos”.

Mudanças Climáticas – Em paralelo a toda questão de poluição e contaminação, correm as preocupações com as mudanças climáticas, que afetam diretamente na mudança na distribuição da água em todo o planeta. A distribuição não se dá de forma igual, visto que existem locais em que temos excesso de água e outros em que há escassez. Justamente essa diferença é o que garante a existência de ecossistemas variados e a riqueza da diversidade biológica. A pesquisadora sinaliza que “com as mudanças climáticas, e consequentes alterações nas correntes atmosféricas e marinhas, responsáveis pela circulação de água em toda a Terra, há o  risco de ocorrer inversão de climas em algumas regiões. Ou seja, lugares onde há excesso de água passarem a tornar-se secos e lugares onde há escassez registrarem excesso, essas inversões podem provocar o desaparecimento de importantes ecossistemas”.

Este é um momento de paradoxo. O homem alcançou o maior nível tecnológico de sua história, com desenvolvimento econômico em muitos países que o faz querer extrair do planeta tudo o que ele pode nos dar para tornar nossas vidas mais confortáveis e práticas. Mas esse desenvolvimento econômico, tecnológico e todos os hábitos de consumo que ele proporciona fazem com que a Terra não suporte mais as demandas dessa sociedade, com populações cada vez maiores. “Criamos os conceitos de tecnologias limpas, ecologicamente correto, preservação ambiental, etc, entretanto, esses conceitos não terão um impacto significativo se continuarmos agindo de forma predatória, ou seja, a cada nova usina para geração de energia, a cada novo grande projeto de irrigação, a cada nova indústria temos que nos perguntar se realmente precisamos disso ou se serve apenas para um aumento de capital e consumo. Será que esse dito desenvolvimento sustentável existe mesmo ou estamos apenas utilizando artifícios para calar a nossa consciência de que estamos destruindo o planeta”, questiona a pesquisadora. É claro que as ações individuais, a economia de água em casa, o cuidado com a disposição do lixo e dos agentes poluidores são importantes, mas tudo isso passa por uma mudança de comportamento. Quantos bens de consumo que nós temos  poderiam ser dispensáveis? Será que gastamos água de forma irresponsável, como se ela nunca fosse acabar?


Vamos salvar o planeta água!

posted by amoura @ 6:44 PM
23 de outubro de 2009

01 vamos salvar planeta

A Terra bem que poderia se chamar Planeta Água. Os oceanos compõem cerca de 70% da superfície da Terra, ou seja, mais da metade do planeta é coberto por água. No entanto, a maior parte desse montão de água é imprópria para o consumo nas indústrias e para uso doméstico, pois é muito salgada. Uma outra parte está congelada no Pólo Norte e em outras geleiras e uma outra parte está escondida no interior da terra. O que sobra, então, de água boa pra ser usada é muito pouco, por isso que devemos cuidar da água do nosso Planeta.